Se o grileiro vem, pedra vai

“Se o grileiro vem, pedra vai” começou como uma música do Centro Popular de Cultura – CPC pela qual fiquei apaixonado. O refrão dessa canção virou citação de um trabalho de disciplina na faculdade que serviu de base para o primeiro capítulo de uma monografia, que depois veio a receber o nome da música como título. E agora representa o trabalho coletivo de 4 estudantes da graduação que se juntaram para disponibilizar uma etnografia sobre os conflitos por terra no território Kalunga, maior quilombo do Brasil – um pedaço de África com mais de 8000 pessoas localizado no nordeste goiano – em formato de áudio, a fim de superar a barreira da leitura. Esse trabalho foi pensado como instrumento de luta política por uma outra estrutura fundiária possível. Nos episódios que seguem você encontrará histórias de um Brasil manchado de sangue derramado na luta pela terra. Importante dizer que esse sangue tem cor e classe bem definidos, como ficará nítido com o desenvolver dos episódios.

Equipe: Texto: Chico Sousa; Vozes: Laisa Fernanda Alves da Silva, Irene do Planalto Chemin, Durval Mota, Álex Nogueira
Periodicidade: temporada
Formato: narrativo

Temporada 1
Episódio 0: Para todo mundo ouvir
Episódio 1: De onde veio
Episódio 2: Para onde vai
Episódio 3: Nova filosofia, religião ou epidemia
Episódio 4: A área alvo deste número não é apenas um crime
Episódio 5: A grande propriedade resiste
Episódio 6: Equilíbrio de forças precário
Episódio 7: O bloqueio a qualquer mudança estrutural
Episódio 8: Desburocratização seletiva
Episódio 9: Lugar para todas as horas
Episódio 10: Usavam os búfalos pra isso
Episódio 11: A matriz afro-pindorâmica
Episódio 12: Liberdade kalunga
Episódio 13: A importância do projeto